"Um afro-descendente de porte avantajado surgiu sorrateiramente montado em um elefante e disse: ...
... Seria inútil revelar-lhe, ó intensa anfícrina pessoa, que recalcitrando o ocorrido não mereceria melhor posto na indulgência materna aquilo a que tens de desejo?
Raneibeibe se assustou, pois pela primeira vez via um elefante tão rosado. Olhou furiosa para o indivíduo que o montava e desferiu:
- Pois saiba o senhor que esta maçã estava congelada e agora pode sentir novamente o calor da manhã. Porém, agora voltou a estar no alto desta imensa macieira.
As palavras que saiam dos lábios tenros e franzidos de Raneibeibe eram um pouco indefinidas, dado o sotaque engraçado que adquirira com a perda do canino.
- Pois bem, venha comigo - disse Josivaldo, o porteiro, de cima de seu elefante, e deu as costas para Raneibeibe, seguindo o caminho ladeira abaixo. No final da ladeira, caiu de cima do elefante, sendo pisoteado logo em seguida. Raneibeibe correu até seu encontro, quando, agonizando e cuspindo sangue, Josivaldo falou:
- Leve Carlinhos ao dentista... os traficantes de marfim estão chegando!
E morreu.
Raneibeibe assumiu as rédeas de Carlinhos, o elefante, e nesse momento chegou um dos anões albinos que fornicara com sua mãe, dizendo:
- Sou Gneomúnades. Estou aqui para acompanhá-la. Eu lhe daria um tratamento melhor se... se a terra dos lagartos não estivesse a 2km daqui...
E seguiram viagem para o Norte, Raneibeibe montando Carlinhos e Gneomúnades correndo de uma maneira engraçada atrás, rumo a/ao..."
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