"Um afro-descendente de porte avantajado surgiu sorrateiramente montado em um elefante e disse: ...
... Seria inútil revelar-lhe, ó intensa anfícrina pessoa, que recalcitrando o ocorrido não mereceria melhor posto na indulgência materna aquilo a que tens de desejo?
Raneibeibe se assustou, pois pela primeira vez via um elefante tão rosado. Olhou furiosa para o indivíduo que o montava e desferiu:
- Pois saiba o senhor que esta maçã estava congelada e agora pode sentir novamente o calor da manhã. Porém, agora voltou a estar no alto desta imensa macieira.
As palavras que saiam dos lábios tenros e franzidos de Raneibeibe eram um pouco indefinidas, dado o sotaque engraçado que adquirira com a perda do canino.
- Pois bem, venha comigo - disse Josivaldo, o porteiro, de cima de seu elefante, e deu as costas para Raneibeibe, seguindo o caminho ladeira abaixo. No final da ladeira, caiu de cima do elefante, sendo pisoteado logo em seguida. Raneibeibe correu até seu encontro, quando, agonizando e cuspindo sangue, Josivaldo falou:
- Leve Carlinhos ao dentista... os traficantes de marfim estão chegando!
E morreu.
Raneibeibe assumiu as rédeas de Carlinhos, o elefante, e nesse momento chegou um dos anões albinos que fornicara com sua mãe, dizendo:
- Sou Gneomúnades. Estou aqui para acompanhá-la. Eu lhe daria um tratamento melhor se... se a terra dos lagartos não estivesse a 2km daqui...
E seguiram viagem para o Norte, Raneibeibe montando Carlinhos e Gneomúnades correndo de uma maneira engraçada atrás, rumo a/ao..."
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Raneibeibe #4
“... por fim decidindo que...
... deveria saciar a fome, pois saco vazio não parava em pé. Ao dar a primeira dentada na maçã quebrou seu canino superior esquerdo, já a segunda dentada perfurou a camada de gelo chegando ao gosto podre da fruta, pois apesar da boa aparência, ela estava nessa árvore há décadas. Nisso, um som de apito começou a sair misteriosamente da maçã, uma forte luz branca cegou Raneibeibe momentaneamente, o chão começou a tremer violentamente, derrubando a menina no chão, que imediatamente se lembrou da vez que teve convulsão durante uma overdose.
Depois de um minuto o chão parou de sacolejar e o apito ardido cessou. Aos poucos a pobre coitada foi recuperando a visão, porém o que viu foi pior do que quando chegou da aula mais cedo e pegou a mãe tendo relações sexuais com cinco anões albinos. Raneibeibe aparentemente não estava no mesmo lugar, pois a rua esburacada, as casas caindo aos pedaços, os mendigos dançarinos, o corpo do Cláudio Jacinto, enfim, tudo havia sumido.
O lugar que estava era um chão de terra seca, cheio de rachaduras, ao se virar para trás viu a árvore, esta continuava lá e surpreendentemente a maçã estava lá no alto, como se nunca tivesse sido apanhada.Um lagarto passou por cima de seu pé, acordando de seus devaneios para levá-la a sonhos eróticos muito profundos que a muito não tinha.
Um afro-descendente de porte avantajado surgiu sorrateiramente montado em um elefante e disse: ...”
... deveria saciar a fome, pois saco vazio não parava em pé. Ao dar a primeira dentada na maçã quebrou seu canino superior esquerdo, já a segunda dentada perfurou a camada de gelo chegando ao gosto podre da fruta, pois apesar da boa aparência, ela estava nessa árvore há décadas. Nisso, um som de apito começou a sair misteriosamente da maçã, uma forte luz branca cegou Raneibeibe momentaneamente, o chão começou a tremer violentamente, derrubando a menina no chão, que imediatamente se lembrou da vez que teve convulsão durante uma overdose.
Depois de um minuto o chão parou de sacolejar e o apito ardido cessou. Aos poucos a pobre coitada foi recuperando a visão, porém o que viu foi pior do que quando chegou da aula mais cedo e pegou a mãe tendo relações sexuais com cinco anões albinos. Raneibeibe aparentemente não estava no mesmo lugar, pois a rua esburacada, as casas caindo aos pedaços, os mendigos dançarinos, o corpo do Cláudio Jacinto, enfim, tudo havia sumido.
O lugar que estava era um chão de terra seca, cheio de rachaduras, ao se virar para trás viu a árvore, esta continuava lá e surpreendentemente a maçã estava lá no alto, como se nunca tivesse sido apanhada.Um lagarto passou por cima de seu pé, acordando de seus devaneios para levá-la a sonhos eróticos muito profundos que a muito não tinha.
Um afro-descendente de porte avantajado surgiu sorrateiramente montado em um elefante e disse: ...”
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Raneibeibe #3
"Seus planos principais eram...
...encontrar um cachorro perfeito, pois havia se tornado zoófila (podia ser um cavalo), e conseguir chegar ao PPA (Paraíso das Porcarias Anônimas), onde poderia ir aos bailes que quisesse sem ser expulsa.
Raneibeibe tirou de dentro do seu bolso um martelo que sempre carregava consigo desde que o ganhara de seu pai no dia do índio. Ameaçando Cláudio Jacinto com ele, disse:
- Cláudio Jacinto, já não sinto nada por você desde a vez que me encontrei com meu primeiro lagarto, ah! que rabo maravilhoso... Enfim, vou te dar uma martelada se você não subir nessa árvore e me trazer aquela maçã congelada!
Ele, numa tentativa desesperada de reconquistar sua amada, escalou os 30 metros da árvore imensa de abricó-de-macaco e pegou a maçã congelada, mas caiu de lá no procedimento de descida.
Quando seu corpo bateu no chão e produziu fagulhas incandescentes, um buraco se abriu de onde saíram inúmeras baratas e alguns morcegos que avançavam para o céu esverdeado daquela tarde. Raneibeibe se assustou tanto com a queda de Cláudio Jacinto que seu pescoço voltou ao lugar. Num sentimento boçalmente triste, ela começou a soluçar tanto que acabou se engasgando com um dos morcegos que tentou voar, numa paródia perturbadora de um show de Ozzy Osbourne. Foi quando Cláudio Jacinto sussurrou:
-Ca-ca-cabelo bo-bom, e-eu só-só te-te pe-pe-peço um fa-fa-fa-favor: Nu-nunca de-de-deixe es-es-essa ma-maçã des-des-congelar...
Raneibeibe olhou para Cláudio Jacinto, em sua agonia interminável e deu-lhe uma martelada fatal no olho para acelerar o processo de morte em meio aos soluços intermináveis. Começou a pensar no que fazer com a maçã, se devia aceitar ou não o pedido de Cláudio Jacinto, por fim decidindo que..."
A sugestão para essa continuação foi enviada por:
- Snukit: gosta de orégano, queijo, bacon, salada da tia e garotas morenas
Mande você também a sua sugestão e ela pode ser usada na continuação das histórias esdrúxulas!
Keep it insane!
...encontrar um cachorro perfeito, pois havia se tornado zoófila (podia ser um cavalo), e conseguir chegar ao PPA (Paraíso das Porcarias Anônimas), onde poderia ir aos bailes que quisesse sem ser expulsa.
Raneibeibe tirou de dentro do seu bolso um martelo que sempre carregava consigo desde que o ganhara de seu pai no dia do índio. Ameaçando Cláudio Jacinto com ele, disse:
- Cláudio Jacinto, já não sinto nada por você desde a vez que me encontrei com meu primeiro lagarto, ah! que rabo maravilhoso... Enfim, vou te dar uma martelada se você não subir nessa árvore e me trazer aquela maçã congelada!
Ele, numa tentativa desesperada de reconquistar sua amada, escalou os 30 metros da árvore imensa de abricó-de-macaco e pegou a maçã congelada, mas caiu de lá no procedimento de descida.
Quando seu corpo bateu no chão e produziu fagulhas incandescentes, um buraco se abriu de onde saíram inúmeras baratas e alguns morcegos que avançavam para o céu esverdeado daquela tarde. Raneibeibe se assustou tanto com a queda de Cláudio Jacinto que seu pescoço voltou ao lugar. Num sentimento boçalmente triste, ela começou a soluçar tanto que acabou se engasgando com um dos morcegos que tentou voar, numa paródia perturbadora de um show de Ozzy Osbourne. Foi quando Cláudio Jacinto sussurrou:
-Ca-ca-cabelo bo-bom, e-eu só-só te-te pe-pe-peço um fa-fa-fa-favor: Nu-nunca de-de-deixe es-es-essa ma-maçã des-des-congelar...
Raneibeibe olhou para Cláudio Jacinto, em sua agonia interminável e deu-lhe uma martelada fatal no olho para acelerar o processo de morte em meio aos soluços intermináveis. Começou a pensar no que fazer com a maçã, se devia aceitar ou não o pedido de Cláudio Jacinto, por fim decidindo que..."
A sugestão para essa continuação foi enviada por:
- Snukit: gosta de orégano, queijo, bacon, salada da tia e garotas morenas
Mande você também a sua sugestão e ela pode ser usada na continuação das histórias esdrúxulas!
Keep it insane!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
[off] Participação
Muita gente vem perguntando a mim e ao ilustríssimo Mr. Bowmont como fazer para participar das continuações das nossas histórias... É muito simples, esdrúxulos companheiros! Há 3 maneiras:
1. mandar sua sugestão por comentário na postagem a qual deseja continuar a história
2. mandar um recado pelo twitter em @histesdruxula
3. se quiser fazer uma continuação mais elaborada, enviar um e-mail para historiaesdruxula@gmail.com com seu nome, nome artístico, comidas que gosta e sua continuação
Abraços!
Keep it insane!
1. mandar sua sugestão por comentário na postagem a qual deseja continuar a história
2. mandar um recado pelo twitter em @histesdruxula
3. se quiser fazer uma continuação mais elaborada, enviar um e-mail para historiaesdruxula@gmail.com com seu nome, nome artístico, comidas que gosta e sua continuação
Abraços!
Keep it insane!
domingo, 11 de julho de 2010
Raneibeibe #2
"... escuta uma voz trêmula e gaga vinda de trás de um pequeno arbusto:
- E-ei! É vo-você? E-ei, Ca-ca-cabelo bo-bom?
Raneibeibe se assustou e começou a suar freneticamente. Suou tanto que se não tivesse uma bica por perto, ela desidrataria em cerca de 13 minutos e meio. Olhou abruptamente para trás, procurando a origem daquela voz feia e espinhosa. Virou tão abruptamente que deu mal-jeito no pescoço, o que a obrigou a manter o pescoço a 60 graus do tronco e ligeiramente virado para a direita.
- Onde está você? Onde está você? - gritou freneticamente, agitando os braços como um pato bêbado e corcunda.
- N-não finja que n-não me co-conhece! Você me jo-me jo-me jogou fora!
- Deixe-me em paz, Cláudio Jacinto. Não tenho mais fetiche por gagos carecas!
Era um fetiche antigo. Quando criança, Raneibeibe costumava se excitar facilmente assistindo 'Família Dinossauro'. 'Mãe, mijei na calça sem querer de novo!', gritava, ao perceber a umidade aumentando em sua calcinha.
Reencontrar Cláudio Jacinto agora não estava em seus planos. Seus planos principais eram..."
- E-ei! É vo-você? E-ei, Ca-ca-cabelo bo-bom?
Raneibeibe se assustou e começou a suar freneticamente. Suou tanto que se não tivesse uma bica por perto, ela desidrataria em cerca de 13 minutos e meio. Olhou abruptamente para trás, procurando a origem daquela voz feia e espinhosa. Virou tão abruptamente que deu mal-jeito no pescoço, o que a obrigou a manter o pescoço a 60 graus do tronco e ligeiramente virado para a direita.
- Onde está você? Onde está você? - gritou freneticamente, agitando os braços como um pato bêbado e corcunda.
- N-não finja que n-não me co-conhece! Você me jo-me jo-me jogou fora!
- Deixe-me em paz, Cláudio Jacinto. Não tenho mais fetiche por gagos carecas!
Era um fetiche antigo. Quando criança, Raneibeibe costumava se excitar facilmente assistindo 'Família Dinossauro'. 'Mãe, mijei na calça sem querer de novo!', gritava, ao perceber a umidade aumentando em sua calcinha.
Reencontrar Cláudio Jacinto agora não estava em seus planos. Seus planos principais eram..."
sábado, 10 de julho de 2010
O início
Eu, Mr. Bowmont darei início a primeira história, que será continuada esdruxulamente pelo companheiro RafaHell. A sequência será feita por esdrúxulos convidados e pelas continuações escolhidas. Sem mais delongas, aí vai:
"Era uma vez, uma menina bastante conhecida pelo acessório que usava na cabeça: um chapéu da cor vermelha. 'É um capuz' corrigiria ela, se não estivesse morta. Seu nome era Raneibeibe, também conhecida como Cabelo Bom nos Bailes Funk (do qual sempre era expulsa por mau comportamento).
Certa vez a mãe de Raneibeibe pediu à menina que levasse o Coquetel anti-aids para sua avó, Sra. Marésia, a prostituta mais velha em atividade na região. Após apanhar, a garota resolveu atender a solicitação da mãe. No entanto, no caminho para o cortiço de sua avó..."
"Era uma vez, uma menina bastante conhecida pelo acessório que usava na cabeça: um chapéu da cor vermelha. 'É um capuz' corrigiria ela, se não estivesse morta. Seu nome era Raneibeibe, também conhecida como Cabelo Bom nos Bailes Funk (do qual sempre era expulsa por mau comportamento).
Certa vez a mãe de Raneibeibe pediu à menina que levasse o Coquetel anti-aids para sua avó, Sra. Marésia, a prostituta mais velha em atividade na região. Após apanhar, a garota resolveu atender a solicitação da mãe. No entanto, no caminho para o cortiço de sua avó..."
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Nasce aqui o "História Esdrúxula"
Aqui escreveremos juntos várias histórias esdrúxulas. Para participar, deixem um comentário com a sua continuação da história da maneira mais esdrúxula que vocês podem pensar. Pode ser que selecionemos a sua continuação (ou parte dela) para continuarmos nossas histórias.
Um pouco sobre os autores:
- RafaHell: gosta de limão, cominho, batata-frita com queijo e orégano, chocolate e moças com cabelo castanho-claro.
- Mr. Bowmont: gosta de pimenta do reino, coentro, croissant de presunto e queijo, pé-de-moça e loiras.
- Vocês
Um pouco sobre os autores:
- RafaHell: gosta de limão, cominho, batata-frita com queijo e orégano, chocolate e moças com cabelo castanho-claro.
- Mr. Bowmont: gosta de pimenta do reino, coentro, croissant de presunto e queijo, pé-de-moça e loiras.
- Vocês
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