“... por fim decidindo que...
... deveria saciar a fome, pois saco vazio não parava em pé. Ao dar a primeira dentada na maçã quebrou seu canino superior esquerdo, já a segunda dentada perfurou a camada de gelo chegando ao gosto podre da fruta, pois apesar da boa aparência, ela estava nessa árvore há décadas. Nisso, um som de apito começou a sair misteriosamente da maçã, uma forte luz branca cegou Raneibeibe momentaneamente, o chão começou a tremer violentamente, derrubando a menina no chão, que imediatamente se lembrou da vez que teve convulsão durante uma overdose.
Depois de um minuto o chão parou de sacolejar e o apito ardido cessou. Aos poucos a pobre coitada foi recuperando a visão, porém o que viu foi pior do que quando chegou da aula mais cedo e pegou a mãe tendo relações sexuais com cinco anões albinos. Raneibeibe aparentemente não estava no mesmo lugar, pois a rua esburacada, as casas caindo aos pedaços, os mendigos dançarinos, o corpo do Cláudio Jacinto, enfim, tudo havia sumido.
O lugar que estava era um chão de terra seca, cheio de rachaduras, ao se virar para trás viu a árvore, esta continuava lá e surpreendentemente a maçã estava lá no alto, como se nunca tivesse sido apanhada.Um lagarto passou por cima de seu pé, acordando de seus devaneios para levá-la a sonhos eróticos muito profundos que a muito não tinha.
Um afro-descendente de porte avantajado surgiu sorrateiramente montado em um elefante e disse: ...”
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